Depois de um diagnóstico oncológico há todo um conjunto de mudanças no corpo, nas emoções, na definição de prioridades que podem mudar a forma como a pessoa se vê, se identifica.
Desta forma, a intimidade e autoestima podem sofrer muitas alterações.
A intimidade na doença oncológica pode transformar-se, no sentido em que a pessoa pode não reconhecer o seu próprio corpo, sentir medo de se expor, pode sentir diminuição do desejo, receio de sentir dor, assim como, quando em casal podem surgir conflitos ou dificuldades na comunicação.
Estas experiências são comuns e não significam fracasso ou perda da sexualidade. São apenas um alerta, a sexualidade/intimidade está comprometida e precisa de ser cuidada.
Janeiro é tradicionalmente um mês de introspeção, em que avaliamos as promessas do ano anterior e refletimos sobre como poderemos melhorar a nossa vida em diferentes dimensões.
Em 2026 desafio-o a pensar como quer viver a sexualidade e perceber que também nesta dimensão terão que ser adotados hábitos, cuidados e fazer mudanças.
Pequenos gestos de autocuidado podem fazer uma grande diferença:
-Observar e verbalizar 2 ou 3 características que admira no seu corpo ou enquanto pessoa;
-Procurar perceber se existem roupas, acessórios ou atividades que ajudem na autoestima;
-Perceber se neste momento necessita de viver um prazer/intimidade mais física ou emocional;
-Definir as prioridades da sua intimidade e prazer.
Sabendo que cada percurso é único, não há um tempo certo, nem uma forma de viver a intimidade melhor que a outra, o importante é perceber e respeitar o seu tempo, e ter presente que o corpo passou pela doença, mas continua a merecer prazer, afeto e cuidado.
Existem apoios técnicos que o/a poderão ajudar nesta reconstrução. Conte com a nossa equipa para o/a apoiar neste processo.
Alguns exemplos de produtos que poderão ser utilizados (caso esteja a realizar tratamentos, deverá validar esta orientação com a sua equipa clínica)
Texto - Enf. Elda freitas